AgroEconomia

China um mercado promissor para a Fruticultura Brasileira

País asiático é o maior produtor de frutas, porém, produção nacional não supri demanda interna.

Considerado o terceiro maior produtor de frutas do mundo, com produção de 44 milhões de toneladas por ano, o setor de fruticultura brasileira vê o mercado chinês como uma boa oportunidade para novos negócios, pois a China mesmo sendo o maior produtor, a produção nacional não supri a demanda interna. Dados da China Chamber of Commerce of Foondstuff and Native Produce revelam que em 2017, o país asiático importou 4,4 milhões toneladas de frutas frescas, 12% a mais que no ano anterior. Dentre os dez principais países exportadores de frutas para a China, estão três sul-americanos, como Chile, Peru e Equador.

Apesar de pequena desaceleração, o Produto Interno Bruto (PIB) da China subiu 6,7% no segundo trimestre de 2018, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas. Nessa perspectiva de crescimento e com aumento da renda disponível, estudo feito pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX/Brasil) revela que a população chinesa tem se interessado e investido cada vez mais por uma melhor qualidade de vida, com isso, as famílias tem procurado se alimentar de frutas e o contrário do que muitos pensam, a China importa muito mais frutas frescas do que carne. São 86% a mais comparadas as carnes bovinas e 441% a mais que as carnes de frango.

Em negociações com o país, a Associação Brasileira de Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) afirma que um dos grandes entraves para exportar para China se dá nas questões fitossanitárias, pois são bastante exigentes e as ações para o cumprimento das normas estabelecidas por eles são complexas. Outro entrave é a distância que encarece os custos de logísticas, entretanto, com ampliação do Canal do Panamá, espera-se que esses custos sejam menores.

O Brasil se encontra na 25ª posição na exportação, Brandão explica que isso se dá por conta do mercado interno que é grande e forte. Os produtores optam por comercializar as frutas internamente, por acreditarem que dá muito trabalho para exportar e não obtém uma rentabilidade satisfatória. “As exigências dos exportadores também dificultam e os produtores ficam amedrontados para realizarem esse tipo de trabalho. Porém, a Abrafrutas tem trabalhado para que o produtor possa se qualificar para exportar, porque mesmo ele produzindo para o mercado interno, a exportação fica como uma alternativa viável e muitas vezes mais rentável”, afirmou o diretor executivo da Abrafrutas.

Brandão, diz que o setor vê grandes oportunidades para alavancar as exportações e conquistar o mercado chinês, pois as frutas brasileiras são diferenciadas pelo sabor e qualidade, devido a tropicalidade existente no nosso país e a conquista desse mercado se dará por esse diferencial.

 

Fonte: Abrafrutas

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