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Renda em alta estimula agroeconomia catarinense em 2020

A previsão é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC)

Apesar da seca que arrasou lavouras em algumas regiões catarinenses (especialmente a área de Campos Novos), a previsão de produtividade elevada e de bons preços para as principais comodities garante aumento do movimento econômico do setor primário catarinense em 2020. A previsão é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC).

Se o clima não atrapalhar e não houver nenhuma surpresa no cenário internacional, a agricultura catarinense terá um ano de excelentes resultados, prevê o vice-presidente Enori Barbieri.

O milho registra movimento de alta iniciado no segundo semestre do ano passado e já está sendo comercializado a 46 reais a saca, preço praticado ao produtor rural. Nas principais regiões produtoras, como Xanxerê, Campo Erê, Abelardo Luz e Planalto Norte, a produtividade chega atingir 250 sacas por hectare, o que representa 15 toneladas/há e a certeza de excelentes ganhos.

A valorização em relação ao ano passado é superior a 35%, aumentando os custos de produção para as agroindústrias de processamento de carne e para os criadores de aves e suínos. “É situação de duas faces: ao mesmo tempo em que o plantador tem aumento de ganhos, os criadores tem aumento de custo”, expõe o dirigente.

Santa Catarina – em razão de sua grande deficiência de milho – importará cerca de 4,5 milhões de toneladas.

Os preços também são bons para soja e feijão. A soja já está cotada a 80 reais a saca e, o feijão, a 160 reais. Santa Catarina planta 670 mil hectares de soja para colher 2,4 milhões de toneladas. Também cultiva 63 mil hectares de feijão para obter 104 mil toneladas.

A agricultura catarinense vai gerar muita renda em 2020. Somente o milho injetará diretamente cerca de 2,3 bilhões de reais na economia, a soja mais 3,2 bilhões e o feijão 280 milhões de reais.

Barbieri acredita que o avanço do coronavírus pode impactar alguns setores exportacionistas que tem a China como principal mercado, mas não atrapalhará o agronegócio brasileiro que continuará e ampliará as vendas de alimentos para o gigante asiático.

Fonte: Portal do Agronegócio 
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