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Açúcar segue em ritmo de queda nas bolsas internacionais

Os contratos futuros do açúcar seguiram em baixa nas bolsas internacionais e encerraram a última semana com desvalorização

Em Nova York, os contratos futuros para março/19 fecharam a sexta-feira (9) em 12.73 centavos de dólar por libra-peso, queda de 11 pontos. Os papéis para maio/19 encerraram o dia em 12.87 centavos de dólar por libra-peso, recuo também de 11 pontos. As demais telas recuaram entre 9 e 10 pontos.

Em Londres, o único vencimento que fechou positivo foi o de dezembro/18, que foi firmado em US$ 344,10 a tonelada, alta de 1,60 dólar. Os contratos para março/19 fecharam em US$ 345,70 a tonelada, queda de 1,40 dólar. Os demais vencimentos recuaram entre 2,40 e 2,90 dólares.

De acordo com o consultor Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, um dos fatores para a queda da commodity nos mercados é a associação do petróleo em baixa com a valorização do real. “Petróleo em baixa é ruim para o setor sucroalcooleiro porque aproxima a paridade da gasolina com o etanol hidratado no mercado interno diminuindo a competitividade do combustível renovável na bomba. Pior do que petróleo em baixa é a combinação desse evento com o real valorizado em relação ao dólar porque o preço de realização da Petrobrás, ou seja, o valor que a estatal cobra nas refinarias para a venda de gasolina às distribuidoras, fica menor em reais e deixa a gasolina mais barata na bomba. Esses são os riscos inerentes das commodities: a combinação de oferta e demanda associada a questões logísticas, de câmbio e outras que fazem o mercado oscilar e descabelarem os gestores de risco”, explica Corrêa.

São Paulo

Na sexta-feira (9), o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal, estado de São Paulo, fechou em R$ 67,96/saca de 50 kg, valorização diária de 0,35%.

 

Fonte: Agência UDOP de Notícias

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