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Federarroz move ação contra cobranças ilegais de energia elétrica

Entidade busca a anulação e devolução de valores aos consumidores rurais por mudança na forma de cálculo das faturas

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), ingressou com ação civil pública contra a RGE Sul com o objetivo de anular as mudanças realizadas pela concessionária na forma de cálculo das faturas dos consumidores rurais irrigantes. Segundo a entidade, ocorreu a alteração no modo de efetivação do cálculo do faturamento das unidades consumidoras desativadas mediante desligamento programado em razão da entressafra.

Com isso, os valores da energia elétrica sofreram alta de forma imprevisível. Além disso, a federação busca a reabertura das unidades de recebimento de documentos relativos aos serviços disponibilizados pela empresa nos município de atuação, uma vez que atualmente o serviço foi indisponibilizado pela concessionária. O diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, sustentou que a nova formatação utilizada pela empresa é ilegal, na medida em que realizada de forma unilateral pela permissionária, “se revelando uma majoração imprevisível, na medida em que reverteu no rompimento de contratos outrora vigentes, fato passível, inclusive, de se revelar crime contra os consumidores”, observa.

A cobrança na chamada entressafra era calculada com base no percentual de 10% da maior demanda medida em qualquer dos 11 ciclos de faturamento anteriores, no caso de unidade consumidora da classe rural ou reconhecida como sazonal, sendo que após o novo formato de cobrança entabulado pela concessionária a precificação passou a ser efetivada com base no valor de 30 Kilowatts.

Estudos já comprovaram que a utilização de sulfato de cálcio na lavoura oferece significativos ganhos para as mais diferentes culturas, através do equilíbrio químico do solo. No entanto, as aplicações e vantagens da utilização desses componentes na atividade agrícola vão além da lavoura.  A avicultura e a pecuária nacional também vêm descobrindo os benefícios do gesso agrícola pré-seco, especialmente como sequestrador de umidade nas camas dos animais. Mas as vantagens desse produto podem ir além disso. Grandes aviários do país perceberam que a combinação de cálcio e enxofre pode proporcionar ganho de peso e redução da mortalidade entre as aves. Os produtos desenvolvidos a partir do beneficiamento do gesso agrícola in natura são aplicados nas camas de aviários por resultar em um maior bem-estar animal, inclusive minimizando a incidência de calo de pata. O principal motivo é a sua propriedade de reter a umidade e reduzir a formação de torrões, um dos fatores que mais afeta a qualidade e a vida útil da cama de aviário, respectivamente. De acordo com Eduardo Silva e Silva, engenheiro agrônomo da SulGesso, empresa referência no fornecimento de sulfato de cálcio, muitas cooperativas e produtores ainda usam a cal virgem hidratada, mas já é possível identificar um grande interesse pelo sulfato de cálcio (gesso agrícola pré-seco) como, por exemplo, tem feito a BRF Brasil, parceira da empresa. “Em princípio, apesar de ainda incipientes os ensaios com gesso em aviários, alguns relatos de parceiros próximos afirmam que a aplicação dogesso seco na cama de aviário tem gerado bons resultados”, observa. Responsável pela maior reserva de sulfato de cálcio do sul do Brasil, a SulGesso trabalha constantemente no desenvolvimento de novos produtos à base de sulfato de cálcio, como é o caso do GessoFer. Silva e Silva destaca que o produto seco, comparado ao gesso agrícola in natura, apresenta significativamente menor umidade e, por ser um pó bastante fino, com partículas muito pequenas, torna-se altamente reativo, ou seja, sua reação de contato com o ambiente externo é mais rápida. “O produto apresenta-se na forma de um pó claro, fino e pré-seco (com baixa umidade), contendo altos teores de cálcio e enxofre. Tem, basicamente, as mesmas aplicações do gesso agrícola in natura, mas apresenta maior reatividade nos solos em virtude da granulometria mais fina e da menor umidade. O produto tem se mostrado um excelente sequestrador de umidade e tem sido utilizado com ótimos resultados por aviários e pecuaristas nas camas de aves e gado leiteiro com essa finalidade”, explica. Cálcio e Enxofre na pecuária

A utilização de alternativas dessecantes na cama com o objetivo de reduzir custos e os efeitos negativos sobre a produção é uma realidade presente todos os dias. Na pecuária o sulfato de cálcio, como o GessoFer, vem sendo utilizado não só pelo seu grande potencial de sequestrar umidade, mas também como uma alternativa de enriquecimento da cama, pelo aumento do teor de nitrogênio retido na forma de sulfato de amônio, o que a torna mais rentável no momento da comercialização como adubo orgânico. “A urina da ave ou da vaca tem ureia, que contém nitrogênio. Quando cai na cama, o sulfato do gesso se liga à fonte nitrogenada, no que seriam as fases iniciais do ciclo do nitrogênio, formando o sulfato de amônio, e isso faz com que esse sulfato de amônio fique mais tempo na cama. Então eu acabo tendo uma cama com maior concentração de nitrogênio”, explica Eduardo Silva e Silva. Produtos como o GessoFer também vêm sendo utilizados com ótimos resultados nas camas de descanso de vacas leiteiras, sendo inserido, por exemplo, no sistema de compost barn, como explica Silva e Silva. “O GessoFer tem demonstrado excelentes resultados no sequestro de umidade de camas, sejam elas da avicultura, bovinocultura (compost barn), dente outras atividades que envolvam a criação e produção de animais zootécnicos. Os ganhos são rapidamente percebidos e o produtor fica convencido que está diante de uma alternativa positiva e que aumenta a margem de lucro”, destaca Eduardo. Atenta sempre às inovações no campo, a CLAC – Cooperativa de Laticínios de Curitiba- é referência em medicamentos veterinários e insumos agrícolas, e é uma das parceiras da SulGesso que já conta com o GessoFer no seu portfólio de produtos à disposição dos produtores. “A nossa ideia em trabalhar com o GessoFer é a de poder oferecer ao produtor uma alternativa para tentar ajudar na melhora da cama e, como é um produto em pó e extremamente seco, ajudar a tira a umidade, especialmente no compost barn”, destaca o representante de vendas na CLAC, Eduardo Sudoski. Sudoski explica que com os animais em cima da cama, cada vez mais vai entrar matéria orgânica e urina de vaca, umedecendo ainda mais, além da influência externa no barracão. “Hoje existem as cortinas e os ventiladores para tirar a umidade da cama.
Mas isso nem sempre resolve e aumenta o custo. Uma medida que a gente pensou é usar o GessoFer para adicionar na cama, visando tirar a umidade e, também, como a base é de sulfato de cálcio, misturando o GessoFer à amônia, em uma das etapas da reação ele vai virar nitrato de cálcio na mistura, com isso, a gente vai ter lá na frente uma cama mais enriquecida, consequentemente aumentando a vida útil da cama. Além de reduzir o índice de evaporação da amônia, que ajuda na conservação de desgastes da estrutura de ferro do barracão”, finaliza. Assessoria de Imprensa SulGessopecuária-confinamento-vacas

 

FONTE: FEDERARROZ

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